Professor Jorge Vanzuit.com - Consultoria Organizacional e Projetos Especiais


"Tudo que tentei fazer em minha vida o fiz de todo o coração para fazer o melhor.
Tudo aquilo que me devotei, também o fiz de maneira completa.

T
anto nos grandes objetivos quanto nos pequenos, sempre me comprometi profundamente." (Charles Dickens)

Curitiba-Paraná- Brasil

 

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MINHA VIDA MINHA HISTÓRIA

 
   
 

Aos meus amigos especiais, especiais mesmos, ofereço a minha história de vida.

 
 
 
 
CAPÍTULO PRIMEIRO
OBJETIVO e o MEU PERFIL

Uma apresentação sincera e leal das experiências vividas, aprendidas, das tentativas, dos erros e dos acertos, alguns repetiria e outros atos e cenas varri do meu subconsciente pelas dores produzidas pela decepção, traição, mentiras e outras formas de vilipêndio e conflitos dos relacionamentos humanos.

Viver nesse mundo exige perseverança, além da ousadia que é a mãe da coragem.

Li no Blog Gropius, parabenizo o editor, convido a conhecer as reflexões de alto valor reproduzo parte do texto para refletirmos juntos:


 "O problema não é ir rápido demais para o futuro. O problema é afastar-se rápido demais do passado sem dar mostras de que aprendemos algo com ele — simplesmente porque não aprendemos.

 Viver à pressa é isto: não assimilar o que seus pais e avós ensinaram. O que os impressionava não nos impressiona. Você não precisa gostar de Carlos Gardel ou usar Gumex.

 Não é uma questão de gosto, mas de desgosto. Como crescemos acostumados à ruindade, deixamos de reconhecer coisas elementares como indecência, imoralidade e até mesmo o crime.

 Fala-se em vulgarização da ruindade. E é isso mesmo.

 Talvez seus pais e seus avós não tenham sido pessoas excelentes, modelos difíceis de superar mas fáceis de admirar.  

Acontece. Mesmo que o seu passado pessoal e restrito tenha sido detestável, estender o olhar para além da esfera familiar pode demonstrar a importância do que tento dizer aqui."

PARA ME ENTENDER MELHOR CONHEÇA O MEU PERFIL

A RELAÇÃO NÃO  ESTÁ ESTABELECIDA POR CRITÉRIO DE OPÇÕES
 

AMO 1   A DEUS E A SUA PALAVRA E O DOM DA VIDA 6   O CONHECIMENTO E A INFORMAÇÃO
2   A MINHA FAMÍLIA E O MEU TRABALHO 7   CRIANÇAS ATÉ AOS 100 ANOS
3   OS AMIGOS SINCEROS 8    
4   LER + ESTUDAR + ENSINAR 9    
5   a 10    
           
GOSTO
 
1   COMER BIFE+BATATA+ARROZ+FEIJÃO+OVOS 6   A TECNOLOGIA EM  TODA A  SUA DIMENSÃO
2   COMER PEIXE - CAMARÃO - 7    
3   CRIAR E DESENVOLVER PROJETOS 8    
4   DE TUDO QUE TENHA QUALIDADE E CONFORTO 9    
5   PESSOAS INTELIGENTES      
      10    


HOBBY

 

1   VIAJAR PARA LUGARES DESCONHECIDOS 6   DORMIR TARDE E ACORDAR CEDO
2   VIAJAR PARA LUGARES CONHECIDOS 7    
3   LIVRO - MÚSICA - CANETA -RELÓGIOS - VALISES - 8    
4   FOTOGRAFIA 9    
5   COMPUTADOR COM PRODUTOS DA MICROSOFT 10    
           
TOLERO 1   PESSOAS INCAPAZES COM VONTADE EM APRENDER 6    
2   A IMPONTUALIDADE 7    
3   CAMPANHA POLÍTICA NO PERÍODO DAS ELEIÇÕES 8    
4     9    
5     10    
           
NÃO GOSTO 1   FUMAÇA DE CIGARRO 6   VENDEDORES QUE NÃO CONHECEM O PRODUTO QUE VENDEM
2   PAPO-FURADO 7   FILA  EM QUALQUER LUGAR
3   PROMESSA NÃO CUMPRIDA 8   COMIDA FRIA
4   REUNIÕES SEM PAUTA 9    
5   DECIDIR SOB PRESSÃO 10    
           
DETESTO 1   EXCESSO DE BARULHO 6   PESSOAS EXPLORADORAS E  OPORTUNISTAS
2   PESSOAS MENTIROSAS 7   PESSOAS SEM HIGIENE
3   PESSOAS  PREGUIÇOSAS 8   BÊBADO DE FESTA
4   POBRE METIDO A BESTA 9   INCOMPETÊNCIA
5   PESSOAS ORGULHOSAS /ALTIVAS 10    
           
PRECISO 1   SER MAIS TOLERANTE 6   ESTUDAR MAIS PORTUGUÊS E INGLÊS
2   SER MAIS CALMO 7   NÃO CONFIAR TANTO NAS PESSOAS
3   FAZER MAIS EXERCÍCIOS FÍSICOS 8    
4   OUVIR MAIS DO QUE FALAR 9    
5   APRENDER A DIZER NÃO 10    
           
SONHOS A

 REALIZAR

 

1   CONHECER O HAWAI 6    
2   OUVIR A Orquestra Filarmônica de Viena - NA ÁUSTRIA 7    
3   COMER PIZZA EM NÁPOLES -  ITÁLIA 8    
4     9    
5     10    
           



LISTA DE

 PROBABILIDADES

 

1   MORAR NO LITORAL NA APOSENTADORIA FINAL 6    
2   COMPRAR UM JEEP WILLYS 7    
3     8    
4     9    
5     10    
           
ADMIRO AS PESSOAS
QUE...
1    VENCEM  PELA HONESTIDADE 6    
2    PERDOADORAS 7    
3    SABEM ENVELHECER 8    
4    SABEM DESENHAR 9    
5    ENTENDEM DE MATEMÁTICA 10    
     SABEM NEGOCIAR      
             
           
           

 


JEEP WILLYS

BOAS MÚSICAS (clique na letra)

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z 0...9

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO SEGUNDO
MINHA INFÂNCIA


   Sou o primogênito de uma família simples composta pelos meus pais Adhemar e   
   Glacy e dos irmãos Roberto e Roselaine.

   Meu pai já é falecido e minha mãe comemorou 80 anos de vida.

                      Nasci aos dez dias de setembro de 1949, sábado, às 20:30 horas, na Rua Senador    Alencar Guimarães, no centro de Curitiba, no local atualmente funciona o Slaviero Palace Hotel .

   A parteira que atendeu o meu nascimento foi Dona Antonia e o Dr. Hamilton Luiz de Azevedo, conceituado clinico geral em Curitiba, grande amigo e médico de toda a minha família. Atendeu o nascimento dos meus dois filhos Fabiano Jorge e Elton Jorge.

 

O meu nome Jorge foi dado por ocasião do meu nascimento.
Contam as minhas bisavó e avó maternas que minha mãe muito jovem teve dificuldades físicas no parto que já durava horas de sofrimento e contrações. O risco de morte para a mãe filho era real e iminente caso o nascimento demorasse mais alguns minutos. Nesse instante, a minha gritou entre as dores do parto: "Valha-me São Jorge...!"

Naquele momento contam as pessoas que assistiam que os vidros de uma das janelas do quarto quebraram-se com grande estrondo e imediatamente vim ao mundo.

 









 

 

 

Fui privilegiado com o título de primogênito, primeiro neto, bisneto, sobrinho... e sempre carreguei também o ônus dessa posição familiar.

Servi de exemplo para os mais novos da família. Uma enorme e cansativa responsabilidade.
Não temos o direito de errar.


Nossa família sempre foi muito simples, porém vestir-se e alimentar-se muito bem sempre foram hábitos em todas as gerações. Assim, fomos criados dentro da filosofia: " Simples, mas vistoso."  (Fotos de 1953)

O óculos Ray-ban que estou usando era de propriedade da minha prima Louricéia, a roupa era da grife Joclena, loja famosa de moda infantil de Curitiba antigamente.

Nesse período passamos a morar na Rua André de Barros na pensão da minha avó materna Maria da Conceição Tréguas. Lembro-me que era um grande casarão alugado da família do Dr. João Cândido. No local hoje existe um edifício com o mesmo nome.

Em 1954 mudamos para a Rua Desembargador Westphalen, numa propriedade da família Strobel. Ali residiu a minha bisavó Ida Tréguas por mais cinqüenta anos.

Havia ali um ateliê de costura, minhas tias Eunice e Zizi auxiliavam a modista Victória que era a minha madrinha e minha tia-avó. Na época era muito chic mandar fazer vestidos e costuras com modistas, garantia de exclusividade do modelo e símbolo de elegância.

Havia um grande quintal e a bisavó Ida criava muitos gatos.

Meu pai sempre gostou de plantar e cuidar de hortas. Aproveitou o espaço e plantou uma grande horta.

Também não me deixou de fora daquela tarefa!

Lá estava eu, agora como agricultor.


Como sempre fui muito curioso e gostava sempre de aprender novas técnicas, ganhei as ferramentas básicas, enxada, pá e um rastelo, um carrinho de mão, um regador e uma bota de borracha.

Graças a combinação, uma tábua molhada mais uma bota de borracha escorreguei e bati a testa numa outra tábua que me valeu uma cicatriz na testa até os dias de hoje.
  
 
 



O "modelo" de macacão que estou vestindo acompanhado
da bota de borracha era o uniforme de trabalho na horta.

Quando encontrei essa foto no baú fiquei impressionado com o meu patrimônio da época. Meu meio de locomoção era um tico-tico
(velocípede).

Possuía ainda um carrinho de mão e uma cadeira. O meu hobby principal era olhar as figuras do jornal diariamente.
 


Pouco mudou até hoje, gosto de ler e o patrimônio continua quase o mesmo.

Um pouco de informações da época.

O traje social dos meninos para época:
Calça curta, camisa de Jersey xadrez,
suspensórios e o sapato de verniz preto e meias três quartos.

E o penteado curitibano padrão até os dias de hoje

A foto eu com 4 anos, no quintal da casa da bisavó Ida na Rua Desembargador Westphalen

 

O tradicional penteado curitibano para homens e mulheres de hoje já era moda naquela época, ondinha ou pastinha modelada com brilhantina Glostora.

O CONCORRENTE GUMEX

O fixador de cabelos Gumex era uma alternativa e ao mesmo tempo um concorrente da brilhantina Glostora.

 
         

Nos idos de 1956 mudamos para a cidade de Itajaí em Santa Catarina para morarmos com o meu avô paterno chamado João, excelente pessoa, meu amigão. Logo depois mudamos para a cidade de Navegantes situada do outro lado do Rio Itajaí-Açu. Para ir a aula fazia a travessia em balsa.

 

 
 

Fotos de Época
Itajaí - Santa Catarina
1956

   

       Porto de Itajaí em 1956

Centro da Cidade de Itajaí

Igreja Matriz de Itajaí

 

 

 

 

                  Porto Atual

Praia de Cabeçudas

Cidade de Navegantes
Travessia em Balsa para Itajaí

       
       

Nessa oportunidade comecei a estudar no Colégio São José naquela cidade, em fevereiro de 1957 e em maio do mesmo do mesmo ano voltava para Curitiba.

Minha vida sempre foi uma maratona. Meus pais não tinham um plano de vida pelos intensos conflitos da vida conjugal e como diz o filósofo Sêneca: "Não há vento favorável para um barco sem rumo."

Colégio São José

 

Pátio Interno do Colégio

 

Em 1957, voltamos morar em  Curitiba... na casa da minha avó materna, Maria da Conceição, como foi quem praticamente me criou eu a chamava de Mãe Oti desde que aprendi a falar, traduzido queria dizer a outra mãe. Ela foi uma das pessoas que mais amei e sinto saudades dela, faleceu com 94 anos.

Naquele ano estava sendo lançado no mercado dois novos produtos, o fogão a gás e as eletrolas.

Vá ser antigo lá longe.

Fogão a Gás de Três Bocas

 Eletrola ou Radiola

 

 

 
Vinil de 78 Rotações Long Play 33 Rotações Compacto 45 Rotações

O ano de 1958 é um ano muito interessante como aprendizado de vida.

Retomei os meus estudos primários no Grupo Escolar Conselheiro Zacarias cursando a segunda e terceira série do primário.

Sempre gostei de estudar assim pude superar as dificuldades da troca de escolas e currículos de ensino a cada mudança. Padecer sim, esmorecer e desistir frente as dificuldades nunca.

No mês de junho aconteceu a Copa do Mundo de Futebol na Suécia.

Na final nem o gol sueco que inaugurou o placar abalou a equipe. Didi, o príncipe etíope, certamente uma das peças mais importantes do time brasileiro, pegou a bola e foi calmamente andando com ela debaixo dos braços, lembrando à todos de que o Botafogo tinha dado uma goleada na Suécia e não ia ser a seleção brasileira que ia perder deles. Resultado: uma partida excepcional que mesmo com a derrota por 5 a 2 em casa, a torcida sueca aplaudiu de pé os campeões do mundo. Pelé, Vavá, Zito, Mazzolla, Garrincha, Didi, Gilmar, Zagallo entre outros.

Pelé e Garrincha

  Volta Olímpica  

Foto Oficial

 A maioria  dessa geração tornou-se torcedores do Santos e do Botafogo em função desses jogadores.


Gilmar, Zagallo, Garrincha e Nilton Santos dão a volta olímpica com a bandeira da Suécia depois do jogo final em 1958

 

Assim o Brasil sagrava-se pela primeira vez campeão mundial de futebol no dia 29 de junho de 1958 em Estocolmo na Suécia.

A transmissão pelo rádio é algo que ficou marcada na minha memória pois o chiado das ondas estáticas era perturbador para o ouvinte. Na realidade não entendia bem o que estava acontecendo, pois a pacata Curitiba virou um Carnaval de Inverno.

Outro fato marcante foi o nascimento da minha irmã Roselaine em outubro daquele ano e a nossa nova mudança para uma casa no bairro Itupava nas proximidades alto da cai

BRINCADEIRAS E ENTRETENIMENTO NA ÉPOCA

As brincadeiras daquele tempo era construir e empinar pipa, para os paranaenses "soltar raia" , jogar pião, fazer e soltar balões (não era proibido) e obviamente jogar bola e bolinha de burico.... para os mais abastados andar de bicicleta nova. Ganhei uma usada que meu pai comprou com grande sacrifício, aro 26 e sem rodinhas auxiliares, um desafio pilotar aquela máquina.

Muito bom também era brincar de guerra na Chácara do Cesquim. Não podemos esquecer a eterna, mocinho e bandido inspirado nos filmes seriados do Cine Morguenau, protagonizados por John Waine, Alan Ladd, Butch Cassidy, Flash Gordon e os seriados do Comando Cody e também filmes do Tarzan, Jane e a macaca Chita.

Os filmes brasileiros eram produzidos pela Atlântica e suas estrelas eram Ankito, Oscarito, Grande Otelo, Derci Gonçalves, Emilinha Borba e Dircinha Batista, Marlene, Zé Trindade, Golias e outros tantos.

Programas de rádio na emissora Nacional do Rio de Janeiro, um programa marcante: O Edifício Balança mais Não Cai.


 


Bolinhas de Gude,


Bolinha no Burico.







Jogo de Pião


Futebol


Mocinho e Bandido

 

Para nós do sul Bolinhas de Burico.
O jogo da figura é chamado de roda, perder quem sair do círculo onde estão as bolinhas.

 

Burico é o buraco feito no chão de terra, normalmente fazíamos o buraco com pé descalço, O pião não pode sair da roda desenhada no chão e perde aquele que parar de rodar antes. Sem explicação

Gibi foi o título de uma revista brasileira de história em quadrinhos, cujo lançamento ocorreu em 1939. Graças a ela, no Brasil o termo gibi tornou-se nome oficial de revistas em quadrinhos.

Empinar Pipa

Biblioquê

Pião

Ler e Tocar Gibi

 

CAPÍTULO TERCEIRO
VIDA PROFISSIONAL

 

Comecei a trabalhar muito cedo em julho de 1960.

Aos onze anos saí a luta na busca de um emprego, pois mais uma vez meus pais estavam separados...

Como não sabia fazer nada percorri vários pontos comerciais, farmácias, bares, restaurantes, oficinas mecânicas, sapatarias, perguntando se precisavam de um menino para trabalhar, fazer qualquer coisa...mas o meu currículo não ajudava e não tinha ninguém para ser o meu padrinho naquela questão. Assim andei o dia inteiro.

Voltando para casa um pouco abatido e bastante cansado dei a última cartada numa pequena banca de revistas na esquina da Rua Barão do Rio Branco e André de Barros e fiz ao proprietário a velha pergunta: "O senhor precisa de um menino para trabalhar?" . A resposta dessa vez foi muito boa, respondeu ele, preciso. Você sabe fazer contas? Rapidamente fez com que eu calculasse vários preços e trocos. Nunca fui bom em números, mas acertei tudo.

O proprietário, "seu" Joãozinho, pernambucano, tentando a vida no sul, contou-me que seria operado no dia seguinte e precisava de alguém urgentemente para substituí-lo. Ensinou-me onde apanhava os jornais, revistas e outras rotinas administrativas daquela banca de revistas.

Lá estava eu no meu primeiro emprego: BANQUEIRO aos onze anos, sem dúvida um bom começo.

Cuidei muito bem daquela banca de revistas e diariamente guardava o dinheiro arrecadado numa caixa de sapatos em casa. O interessante que aquele homem proprietário da revistaria ficou ausente por quase um mês dada a complexidade da sua cirurgia. Eu não sabia onde ele morava e nem o seu sobrenome. Quando ele regressou prestei contas sem faltar um centavo e com excelente lucro nos negócios.

Fui bem recompensado e recebi o meu primeiro salário, na verdade uma gratificação de R$ 100,00 na moeda de hoje. Entendi que trabalhar era algo muito bom e gratificante, ser honesto melhor ainda.


Látex PVA Branco 18l - Suvinil Após esse serviço trabalhei numa distribuidora de tintas, Super União Tintas, de propriedade do senhor José Tomaz, um pintor de paredes que deu certo como empresário, cearense e amigo do meu pai. Na empresa exerci a função de auxiliar de serviços gerais, basicamente arrumar estoque, fazer entregas, limpar o depósito.

O maior problema levantar e guardar latas de 20 quilos e o guarda-pó que era grande demais para o meu tamanho ou eu era pequeno demais para aquele número.

O contador da empresa, Seu Buchi, muito sagaz logo observou que eu poderia trabalhar no escritório, pois a minha caligrafia fazia inveja para muitas pessoas, organizado nas tarefas diárias, alegre e obediente às ordens superiores.

Vale ressaltar a letra bonita foi fruto de uma tunda (surra) que meu pai me deu.

  Fazia a lição de casa muito rápido para sobrar mais tempo para jogar bolinha de gude e outras brincadeiras. Até que um dia fui pego em flagrante fazendo uma lição com muita pressa e mal feita com inúmeros borrões o meu pai viu. Simplesmente destruiu um caderno na minha cabeça e tive que refazer tudo bem direitinho.

Ao entregar a lição para a minha professora, Irmã Dirce, ela disse que desejava falar com o meu pai. Meu pai foi até o colégio e ela perguntou se foi ele quem fez lição por mim, pois a letra estava muito bonita e a lição extremamente organizada.

Gentilmente papai contou a sua psicochineloterapia para resolver casos de relaxos com a tarefa escolar de casa e outros desajustes.

Obrigado pai por mais essa lição de vida.

 

Voltando a vida profissional, permaneci trabalhando no escritório da empresa por mais de um ano.

Em 1961, com 12 anos de idade meu pai conseguiu um emprego para eu trabalhar na Clínica do Dr. Hamilton Azevedo (tradicional médico de Curitiba) como office-boy, ascensorista, faxineiro e outras coisas, mas o importante é que eu era funcionário registrado e ganhava meio-salário mínimo. Na época a lei permitia pagar para os menores trabalhadores esse valor. Sou do tempo em que trabalhar não era crime.

Historicamente em fevereiro de 1962 estava ocorrendo o bloqueio de Cuba pelo Estados Unidos, acompanhei tudo sem entender muito lendo as notícias no Jornal Última Hora, periódico de grande circulação nacional.

Trabalhar com Dr. Hamilton Azevedo e sua esposa Iza Azevedo, diretora  administrativa da clínica foi sem dúvida uma escola de vida.

As quintas-feiras era um suplício inesquecível, dia de ir a feira livre, na Rua D. Pedro II, ainda é acontece ali. Fazer compras de verduras e legumes carregando duas enormes e pesadas sacolas percorrendo toda a extensão da feira semanalmente.

Durante o expediente da função de ascensorista, no sobe e desce do elevador lia as edições das revistas Seleções do Reader´s Digest.

Para um leitor da minha idade os assuntos contidos na revista sem dúvida eram de nível elevado trazendo informações avançadas. O resultado não poderia ser diferente trouxe um grande amadurecimento para o conhecimento de adolescente fazendo a diferença entre os meus colegas de escola nas rodas de bate-papos.

A leitura facultou-me desenvolver o dom da oratória e conseqüentemente a maneira de expressar-me pela escrita nos trabalhos escolares de redação.

CAPÍTULO QUARTO
VIDA ACADÊMICA

No ano de 1962 ingressei no Ginásio do CFA - Centro de Formação da Polícia Militar do Paraná.

Na época o ginásio correspondia a quinta série do ensino fundamental da atual legislação.

Para ingressar era necessário ser aprovado no Exame de Admissão ao Ginásio

Antigamente, o curso primário tinha 5 anos. Depois, passávamos para o ginásio - se aprovados e bem classificados. Todos tínhamos que fazer um exame de conhecimentos gerais - matemática, português, história, geografia e ciências -, que se chamava exame de admissão ao ginásio.

A idade dos concursantes variava entre 10 e 12 anos. Era um exame bastante temido, que provocava um nervosismo geral - tanto nos pais como nos alunos. No caso de não alcançar a aprovação e a classificação, voltávamos para o colégio primário e cursávamos um ano mais - a sexta série. Era o vestibular das crianças.

Esta sexta série era muito mal vista entre professores e estudantes. Era pior que estudar numa série B. Para não sofrer o risco de ter que voltar para a escola primária e cursar esta sexta série tão preconceituada, fazíamos exames em vários colégios - alguns privados, que facilitavam a aprovação dos alunos, em troca de gordas mensalidades.

Em nossa casa, a realidade financeira não nos permitia fazer este exame em escolas particulares. Portanto, só nos inscrevíamos em escolas públicas.

Neste ponto, quero registrar que alguns poucos alunos - sempre os mais inteligentes e preparados - não completavam os 5 anos de primário, como a esmagadora maioria. Estes alunos, quando terminavam a 4ª série, inscreviam-se para o fazer o exame de admissão ao ginásio.

Eram os que "pulavam o 5º ano". Passavam diretamente da 4ª série do primário, para o ginásio. Só os que realmente estavam muito preparados obtinham aprovação e classificação no ginásio, porque, teoricamente, o 5º ano era o ano de revisar tudo o que se tinha aprendido no primário. Era o ano de preparação para o exame de admissão.

Naquela época, com a idade que tínhamos e no contexto em que vivíamos, "pular o 5º" era o máximo, era um gênio.

Depois de passar havia uma outra dificuldade era a compra do uniforme, por ser um colégio militar era necessário um uniforme especial composto por vária peças, quepe (boné), túnica para uso diário e outra para desfiles, calça, sapato, japona (jaqueta), uniforme para educação física.

Não deixei por menos empenhei todo o meu salário de alguns meses e mandei fazer na melhor alfaiataria da cidade, a Jockey.

Estava pronto para iniciar a minha carreira policial militar com 12 anos de idade!

Creio que aqui começa a minha verdadeira história de vida.

Por ser o curso noturno me permitia continuar trabalhando na Clínica do Dr. Hamilton e lá fiquei por mais dois anos.

Em 1965 pedi ao meus pais para parar de trabalhar por seis meses, pois andava cansado, levantava as 6:00h e dormia depois da meia-noite e as idas e vindas para o trabalho e a escola eram feitas a pé, ao longo do dia caminhava cerca de seis quilômetros.

Prometi que naquele ano que ficasse sem trabalhar passaria por média no terceiro bimestre, cumpri e passei com média 9,6.

Em 1966, concluí o ginásio com uma média elevada que permitia ingressar na Escola de Formação de Oficiais da Polícia Militar do Paraná sem prestar vestibular, as chamadas vagas preferenciais para os melhores alunos.

Lá estava eu !

Em 1967 já era cadete da Escola de Oficiais funcionava no mesmo endereço do ginásio porém o dia todo. Com expediente integral ficava impossibilitado de trabalhar, porém recebia um salário, um soldo de  um salário mínimo no valor de NCr$ 105,00 (cento e cinco novos cruzeiros).

Aqui esta uma tabelinha do valor do salário mínimo na década de 1969-1970:

18/10/60 Cr$   9.600,00
16/10/61 Cr$  13.440,00
01/01/63 Cr$  21.000,00
24/02/64 Cr$  42.000,00
01/02/65 Cr$  66.000,00
01/03/66 Cr$  84.000,00
01/03/67 NCr$    105,00
26/03/68 NCr$    129,60
01/05/69 NCr$    156,00
01/05/70 NCr$    187.20

Na realidade no valor de hoje seria equivalente em média a R$ 400,00 (quatrocentos reais), porém os preços eram mais baixos, principalmente a alimentação).
 

a
Na época as revistas O Cruzeiro, Realidade e o jornal
que atacava o regime da ditadura O Pasquim. A censura era ativa proibindo
 quaisquer notícias contra o governo militar.

 

 

 

CAPÍTULO QUINTO
VIDA FAMILIAR

 

“A Família não nasce pronta; constrói-se aos poucos, e é o melhor laboratório do amor. Em casa, entre pais e filhos, pode-se aprender a amar, pode-se experimentar com profundidade a grande aventura de amar sem medo.

A família é o ambiente mais apropriado para uma maravilhosa experiência de amor”.

(Mazenildo Feliciano Per)


O grande objetivo da minha vida era constituir uma família para ser pai., um bom pai!

 

Guiando com amor, sabedoria e energia.

 

Lutei numa batalha insana até atingir o meu ideal.
 

Fatos que não são necessários narrar para não trazer à tona aquilo que foi lançado no Mar do Esquecimento. Como diz a Bíblia Sagrada:

 "Tornará a apiedar-se de nós; pisará aos pés as nossas iniqüidades. Tu lançarás todos os nossos pecados nas profundezas do mar." (Miquéias 7:19

A família é âncora da sociedade. Os desajustes sociais dos nossos dias são frutos do desequilíbrio dos relacionamentos familiares. As estatísticas não mentem e os índices mostram com clareza o perfil dos desajustados sociais: jovens com conflitos de relacionamento no âmbito da família.

 

A  falta de amor fraterno contribui para a dissolução de tantos lares. Tudo passa pelo desrespeito entre os membros da casa , falta de diálogo, estados de depressão e desmotivação.Perderam-se os valores da família.

 

A palavra divina chamada AMOR não esta no dicionário dos modernistas de plantão. Hoje vale o ter e não o ser, impera o sentido materialista. A geração moderna negligencia o relacionamento com Deus passando a ser uma comunidade materialista por excelência.

 

Vivemos num ambiente social sem escrúpulos onde as amizades sinceras e desinteressadas estão a cada dia mais raras. A ternura e o afeto deram lugar ao instinto carnal profano e aos sentimentos humanos instigando a todos a conviver com relacionamentos com ódio e violência  vetores concretos da banalização da vida onde a morte faz parte típica do cenário da vida.

 

A família através da educação e o exemplo dos pais é a usina de produção dos elevados padrões de  ética, de moral e de religiosidade é fundamental para sua formação moral, pois uma criança que cresce num ambiente familiar onde se respira o amor, aprende a amar com toda a naturalidade do mundo.

 

Todos  os esforços devem estar direcionados para a organização familiar e teremos uma sociedade apta desenvolver políticas públicas capazes de conter todo o tipo de patologias sociais da nossa era

moderna.

 

A família também deve possuir conhecimento das suas raízes históricas de onde viemos e quem são os nossos antepassados.

 

Devemos honrar aqueles que nos ajudaram chegar até aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO SEXTO
VIDA SOCIAL

 

 

CAPÍTULO SÉTIMO
VIDA CRISTÃ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
Celos - MUSICA.COM
 
   
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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